Olá amigos que acompanham nosso blog, temos o prazer de anunciar a entrevista que fizemos com o editor e comentarista do Esporte interativo Bruno Enderson Nogueira da Silva, popularmente conhecido como Bruno Formiga.
Vejam abaixo a entrevista:
Vejam abaixo a entrevista:
1) Conte-nos um pouco da sua trajetória no jornalismo. Você sempre quis seguir essa profissão?
O jornalismo esportivo veio de forma natural. Sempre me imaginei jogando ou falando de futebol. Sabia que seguiria a vida assim. Fiz faculdade tendo consciência do que queria. E sempre busquei oportunidades na área. Comecei comentando na rádio Transamérica, em Fortaleza. Depois, logo que formado, fui contratado pelo jornal O POVO. Fui repórter e exerci várias vezes a função de editor adjunto. Passei também pelas afiliadas da TV Cultural e Record até desembarcar no Esporte Interativo. Paralelamente escrevo para a revista Placar.
2) Você chegou esse ano ao Esporte Interativo com a disputa da Copa do Nordeste. Como está sendo esse ano para você, e como foi a adaptação a essa nova casa?
O ano foi muito marcante. Mudei de casa, de trabalho, de cidade. Trouxe esposa e filhos. Não foi fácil. Mas foi uma grande aventura. Desgastante, porém deliciosa. O ambiente no Esporte Interativo só ajudou. Todo mundo muito jovem e fui muito bem recebido. Deu para me sentir confortável logo no primeiro dia, sem exageros. A turma tem uma sintonia absurda.
3) Houve algum grande jornalista que te inspirou?
Um cara que sempre respeitei muito foi o Juca Kfouri. Um dos primeiros profissionais multimídia e com olhar crítico típico dos grandes jornalistas.
4) Você como nordestino, como você avalia essa volta da Copa do Nordeste e o que representa essa competição para os times nordestinos?
A Copa do Nordeste é uma grande festa. Para a região representa mais mídia, mais atenção, mais jogos, mais rivalidade. É uma injeção financeira no futebol nordestino e um trampolim para os clubes.
5) Quais outros esportes você gosta mais além do futebol?
Acompanho MMA desde 1995. Gosto muito. E curto tênis, vôlei, basquete... Na verdade, vejo de tudo um pouco.
A Copa do Nordeste é uma grande festa. Para a região representa mais mídia, mais atenção, mais jogos, mais rivalidade. É uma injeção financeira no futebol nordestino e um trampolim para os clubes.
5) Quais outros esportes você gosta mais além do futebol?
Acompanho MMA desde 1995. Gosto muito. E curto tênis, vôlei, basquete... Na verdade, vejo de tudo um pouco.
6) Qual seu maior ídolo no futebol?
Não tenho um jogador que se encaixa no perfil de ídolo. Mas minha grande referência no futebol é o Maradona, sem dúvida. Um baita personagem.
Não tenho um jogador que se encaixa no perfil de ídolo. Mas minha grande referência no futebol é o Maradona, sem dúvida. Um baita personagem.
7) Qual o momento mais marcante da sua carreira?
Uma matéria que fiz sobre o futebol da terceira divisão do campeonato cearense. Mergulhei na pauta, graças a ideia do meu editor na época, e passei quase dois meses jogando e treinando em um dos clubes. Era a melhor forma de contar a realidade paralela do futebol. Fui registrado na CBF e tudo. Experiência fantástica.
8) Qual foi sua primeira transmissão ao vivo e o que você sentiu quando estava lá?
Primeira transmissão foi em rádio. Acho que foi um Ceará e Coritiba, pela Série B. Era a realização de um projeto. É como se tudo o que você tivesse feito e pensado valesse a pena.
9) Tem algum sonho profissional que não realizou?
Ainda tenho alguns. Quero trabalhar numa Olimpíada, Liga dos Campeões... E escrever para algumas revistas que sempre admirei muito - Four Four Two e Panenka.
10) O que achou do campeonato brasileiro desse ano?
Morno. A superioridade do Cruzeiro criou uma lógica muito cedo. E não dá para achar que o campeonato é bom só pela luta emocionante contra o rebaixamento. É muito pouco.
11) Você apresenta um programa inteiramente dedica ao público nordestino. Qual time nordestino está mais pronto para brigar por títulos nacionalmente? E qual foi a grande decepção do nordeste esse ano?
Hoje o Vitória é o mais preparado para, por exemplo, ganhar uma Copa do Brasil. Tem uma estrutura montada. E se mantiver a base para 2014 pode incomodar. Não acredito em título na Série A. A diferença financeira é enorme. A decepção acredito que tenha sido o Fortaleza. Era apontado como um dos favoritos ao acesso na Série C e não passou da primeira fase. No Estadual, ficou de fora da final e não conseguiu vagas na Copa do Brasil e nem na Copa do Nordeste.
12) O que está achando da seleção brasileira do Felipão?
Houve uma clara evolução. Hoje, dá para dizer que existe um time competitivo.
13) Qual sua opinião sobre as torcidas organizadas?
Não são o problema. Fazem parte dele. Mas, como choque de ordem, precisam acabar. São empresas que têm CNPJ, sede própria e funcionários. Se forem punidas talvez voltem mais tarde com uma outra postura. Hoje, são ímãs para marginais e grupos criminosos. Uma minoria ainda têm a visão romântica daqueles gruos que se reuniam apenas para torcer e vibrar.
14) Pontos corridos ou mata-mata?
Dá para ter os dois. O campeonato nacional precisa ser em pontos corridos. E os outros torneios em mata-mata, como é na Europa.
15) Como você está vendo essa confusão que está havendo entre Fluminense e Portuguesa, você e a favor que a portuguesa seja punida com a perca dos pontos e consequentemente rebaixada?
A Portuguesa errou. Gostaria que o clube provasse inocência. Seria o melhor para o campeonato. Porém, se não conseguir, que seja punida conforme diz o regulamento. Se isso vai beneficiar o Fluminense e deixar a sensação de injustiça é uma outra história. Cumprir a norma também faz parte do jogo. Seguir a regra faz parte da moralidade.
16) O que você achou da decisão que puniu o Vasco e o Atlético-PR com perda de mandos de campo, você acha que essa punição foi certa? E que devemos fazer para que cenas como as que vimos em Joinville não se repitam?
A punição foi proporcional. Acho que ficou de bom tamanho para os clubes. Mas falta punir diretamente os envolvidos. E manter essas punições. Não dá para viver com a sensação de que o campo de jogo é uma terra de ninguém.
17) Para terminar eu queria te agradecer por tirar um pouco do seu tempo para dar essa entrevista ao Fultebol_MercBR, te desejar sucesso na sua carreira no Ei. Gostaria que você desse um recado aos jovens que sonham em ser jornalistas.
Eu que agradeço. A dica é nunca perder a paixão pelo jogo. Esse sentimento precisa ser maior que qualquer clubismo ou bairrismo. E nunca deixe de estudar. Leia tudo e veja o que for possível. Só a bagagem cultural é capaz de formar um senso crítico apurado e opiniões firmes.
Gostou da entrevista?
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Uma matéria que fiz sobre o futebol da terceira divisão do campeonato cearense. Mergulhei na pauta, graças a ideia do meu editor na época, e passei quase dois meses jogando e treinando em um dos clubes. Era a melhor forma de contar a realidade paralela do futebol. Fui registrado na CBF e tudo. Experiência fantástica.
8) Qual foi sua primeira transmissão ao vivo e o que você sentiu quando estava lá?
Primeira transmissão foi em rádio. Acho que foi um Ceará e Coritiba, pela Série B. Era a realização de um projeto. É como se tudo o que você tivesse feito e pensado valesse a pena.
9) Tem algum sonho profissional que não realizou?
Ainda tenho alguns. Quero trabalhar numa Olimpíada, Liga dos Campeões... E escrever para algumas revistas que sempre admirei muito - Four Four Two e Panenka.
10) O que achou do campeonato brasileiro desse ano?
Morno. A superioridade do Cruzeiro criou uma lógica muito cedo. E não dá para achar que o campeonato é bom só pela luta emocionante contra o rebaixamento. É muito pouco.
11) Você apresenta um programa inteiramente dedica ao público nordestino. Qual time nordestino está mais pronto para brigar por títulos nacionalmente? E qual foi a grande decepção do nordeste esse ano?
Hoje o Vitória é o mais preparado para, por exemplo, ganhar uma Copa do Brasil. Tem uma estrutura montada. E se mantiver a base para 2014 pode incomodar. Não acredito em título na Série A. A diferença financeira é enorme. A decepção acredito que tenha sido o Fortaleza. Era apontado como um dos favoritos ao acesso na Série C e não passou da primeira fase. No Estadual, ficou de fora da final e não conseguiu vagas na Copa do Brasil e nem na Copa do Nordeste.
12) O que está achando da seleção brasileira do Felipão?
Houve uma clara evolução. Hoje, dá para dizer que existe um time competitivo.
13) Qual sua opinião sobre as torcidas organizadas?
Não são o problema. Fazem parte dele. Mas, como choque de ordem, precisam acabar. São empresas que têm CNPJ, sede própria e funcionários. Se forem punidas talvez voltem mais tarde com uma outra postura. Hoje, são ímãs para marginais e grupos criminosos. Uma minoria ainda têm a visão romântica daqueles gruos que se reuniam apenas para torcer e vibrar.
14) Pontos corridos ou mata-mata?
Dá para ter os dois. O campeonato nacional precisa ser em pontos corridos. E os outros torneios em mata-mata, como é na Europa.
15) Como você está vendo essa confusão que está havendo entre Fluminense e Portuguesa, você e a favor que a portuguesa seja punida com a perca dos pontos e consequentemente rebaixada?
A Portuguesa errou. Gostaria que o clube provasse inocência. Seria o melhor para o campeonato. Porém, se não conseguir, que seja punida conforme diz o regulamento. Se isso vai beneficiar o Fluminense e deixar a sensação de injustiça é uma outra história. Cumprir a norma também faz parte do jogo. Seguir a regra faz parte da moralidade.
16) O que você achou da decisão que puniu o Vasco e o Atlético-PR com perda de mandos de campo, você acha que essa punição foi certa? E que devemos fazer para que cenas como as que vimos em Joinville não se repitam?
A punição foi proporcional. Acho que ficou de bom tamanho para os clubes. Mas falta punir diretamente os envolvidos. E manter essas punições. Não dá para viver com a sensação de que o campo de jogo é uma terra de ninguém.
17) Para terminar eu queria te agradecer por tirar um pouco do seu tempo para dar essa entrevista ao Fultebol_MercBR, te desejar sucesso na sua carreira no Ei. Gostaria que você desse um recado aos jovens que sonham em ser jornalistas.
Eu que agradeço. A dica é nunca perder a paixão pelo jogo. Esse sentimento precisa ser maior que qualquer clubismo ou bairrismo. E nunca deixe de estudar. Leia tudo e veja o que for possível. Só a bagagem cultural é capaz de formar um senso crítico apurado e opiniões firmes.
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William Pereira,
ResponderExcluirBela entrevista. Admiro muito Bruno Formiga, um dos melhores jornalistas esportivos da atualidade!
Abraços.
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